Os peroxissomos são organelas celulares que apresentam enzimas oxidativas que facilitam a transferência de hidrogênios de determinados substratos para o oxigênio.
Ex: RH2 + O2 -> R+ H2O2
A maioria das catalases celulares reside nos peroxissomos, onde desempenham o papel de converter o peróxido de hidrogênio gerado nesses organelos em água e oxigênio. Essa função é crucial, uma vez que o acúmulo de H2O2 pode resultar em danos celulares significativos, dado seu potencial oxidativo.
Ex: 2H2O2 -> 2H2O + O2
Os peroxissomos contêm enzimas envolvidas na β-oxidação de ácidos graxos, urato oxidases, D-aminoácido oxidase, e desempenham um papel na metabolização do ácido úrico, um subproduto do metabolismo das bases púricas.
Exceto a glicina, todos os aminoácidos são estereoisômeros, ou seja, possuem formas espelhadas de sua estrutura. São designados como L (levógiro) e D (dextrógiro) para distinguir entre eles.
Considerando que todos os aminoácidos que compõem as proteínas dos mamíferos são L-aminoácidos, é provável que a presença de enzimas D-aminoácido oxidase esteja associada ao metabolismo de D-aminoácidos originários de bactérias que penetram no organismo.
Os peroxissomos desempenham uma função vital na desintoxicação. Um exemplo disso é que mais da metade do etanol ingerido por uma pessoa é metabolizado pela ação oxidativa dos peroxissomos.
Também atuam na quebra de ácidos graxos, em um processo conhecido como β-oxidação de ácidos graxos, onde os mesmos são rompidos no carbono de posição 2 ou β. Os peroxissomos são responsáveis pela degradação dos ácidos graxos, resultando na produção de acetil-CoA. Este composto é capaz de adentrar as mitocôndrias, onde desempenha um papel crucial na síntese de ATP por meio do ciclo de Krebs.
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